
As celebrações do 18.º aniversário da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), inspiradas no tema “Nós e um Futuro Sustentável, arrancaram ontem (dia 23) com um programa recheado de atividades que preencheu o Dia da Escola Aberta, especialmente dedicado aos pais e encarregados de educação. Exposições, palestras, oficinas e dramatizações foram algumas iniciativas das comemorações que encerram amanhã (sábado) com a festa-convívio ao ar livre.
Às primeiras horas da manhã realizou-se um concurso de construção de histórias dramáticas relativas à sustentabilidade do planeta pelos alunos do quinto ano do ensino básico e respetivos encarregados de educação, na Biblioteca Escolar José Craveirinha. Durante a manhã, no Ateliê Artístico, alunos do segundo ano, também acompanhados por encarregados de educação, meteram mãos à obra e construíram objetos com material reciclado, a que se seguiu uma visita guiada às nossas instalações.
Alunos do 11.º ano do ensino secundário, por seu turno, participaram numa mesa-redonda no Auditório Carlos Paredes para debater o tema voluntariado na companhia de representantes das organizações do setor como a Plataforma Makobo, Girls Move, Helpo Moçambique e Wamina.
“É preciso ensinar a pescar, não apenas dar o peixe”, destacou Ruy Santos, responsável pela Plataforma Makobo, referindo-se à missão do voluntário, enquanto Filipa Carreira, responsável pela Wamina, um projeto que visa a distribuição de pensos higiénicos reutilizáveis que têm a duração de mais de um ano, apresentando-se como a opção mais económica, ecológica e higiénica, falou na importância de consciencializar os alunos para o voluntariado, afirmando: “Houve interesse por parte de algumas raparigas que vieram falar comigo para fazer voluntariado. Vamos passar por um processo de seleção”.
Ainda no Auditório Carlos Paredes a dramatização da obra “Mar de Maputo”, de Rafo Diaz, por alunos do grupo Voluntários da Leitura da EPM-CELP, dirigida aos meninos do ensino pré-escolar. Liderada pela professora Fairá Semá e com o apoio do grupo disciplinar de História, a exibição “superou todas as expetativas porque o objetivo inicial era apenas fazer uma apresentação, no dia de Maputo, mas devido à solicitação dos diversos grupos de ensino proporcionou-se a repetição e o encontro dos diversos ciclos”, destacou aquela docente do Departamento de Línguas.
Enquanto a Feira do Livro da EPM-CELP reabria portas, com as participações da Livraria Conhecimento, Science4You, Mabuko, Minerva, Escolar Editores, Plural Editores, Texto e Kapicua”, a oficina de cerâmica dava os primeiros sinais de atividade livre para alunos e encarregados de educação. Novamente no Auditório Carlos Paredes, antigos alunos da EPM-CELP assistiram aos resultados do concurso de dramatização que dinamizaram para os alunos das opções de teatro e de música do oitavo ano do ensino básico e respetivos encarregados de educação.
Neste momento estão patentes na EPM-CELP a exposição “Leonardo da Vinci: o camaleão da Ciência" e uma outra de livros dedicados à ciência e à cultura científica, esta na Biblioteca Escolar José Craveirinha, podendo ambas ser visitadas até ao último dia deste mês.
O programa de comorações do 18.º aniversário da nossa Escola prosseguiu hoje com a realização da sessão solene, no Auditório Carlos Paredes, e o lançamento do livro “A Escola Portuguesa de Maputo (1985-1999) – um contributo para a sua história”, de Teresa Paulo, docente do Departamento de Línguas da EPM-CELP.
Amanhã, sábado, terá lugar a tradicional festa-convívio ao ar livre, durante todo o dia, evento que fechará o programa de celebração do 18.º aniversário da nossa Escola.