O presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Luís Faro Ramos, que realiza uma visita oficial a Moçambique, reuniu-se anteontem, no Auditório Carlos Paredes, com alunos do ensino secundário, professores e Direção da EPM-CELP, bem como alguns membros da diplomacia portuguesa, para falar da importância das escolas portuguesas no estrangeiro na promoção e difusão da língua e cultura portuguesas no mundo.
Na segunda parte da sua apresentação, Luís Faro Ramos falou da estrutura, missão e visão do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, afirmando que a instituição está em 82 países do mundo. Tem ainda 20 centros culturais, 427 instituições, mais de 50 cátedras, 80 centros de língua portuguesa e três dezenas de serviços de coordenação do ensino no planeta.
A terceira e última parte da palestra foi cedida à plateia para expor suas dúvidas sobre a instituição e a língua portuguesa. Assim, o presidente do “Camões” foi questionado sobre as perspetivas de expansão da língua portuguesa no mundo ao ponto de vir a ocupar a primeira posição ocupada atualmente pelo mandarim. Em resposta, Luís Faro Ramos revelou que os principais desafios atuais do “Camões” é satisfazer a procura, que se mostra cada vez maior. “Temos, neste momento, 30 coordenações de ensino que ensinam a língua portuguesa. Mas a grande aposta é responder aos pedidos estrangeiros: formar professores locais para a rápida promoção da língua”, esclareceu.
Sobre a possibilidade de construção de mais escolas portuguesas no estrangeiro, Luís Faro Ramos explicou que já está a ser fechado o ciclo de construção de escolas do género, pois o que falta é a finalização da Escola Portuguesa do Brasil, que ocorrerá em 2020, fechando-se, assim, a etapa de edificação de escolas portuguesa no estrangeiro nos países falantes da língua portuguesa.