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web mabuko 13MAR20Lembranças de uma década, vincadas por testemunhos, dramatizações, brindes e abraços, marcaram a noite de ontem na biblioteca do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, onde decorreram as celebrações do 10.º aniversário do projeto “Mabuko Ya Hina”. O evento, ao qual aderiram várias individualidades do cenário artístico-cultural e educacional de Maputo, culminou com o lançamento do segundo livro da coleção do projeto, "A menina que vivia na Nuvem", da autoria de alunos da Escola Primária Completa de Maguiguana.
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Lembranças de uma década, vincadas por testemunhos, dramatizações, brindes e abraços, marcaram a noite de ontem na biblioteca do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, onde decorreram as celebrações do 10.º aniversário do projeto “Mabuko Ya Hina”. O evento, ao qual aderiram várias individualidades do cenário artístico-cultural e educacional de Maputo, culminou com o lançamento do segundo livro da coleção do projeto, "A menina que vivia na Nuvem", da autoria de alunos da Escola Primária Completa de Maguiguana.

O projeto “Mabuko Ya Hina” foi concebido em 2010 pela Rede de Bibliotecas Escolares de Portugal, inicialmente com o único objetivo de criar uma biblioteca e atribuir 10 maletas de leitura, meta atingida em 2011 com o apetrechamento da biblioteca da Escola Primária Completa (EPC) Polana Caniço “A”. Porém, volvida uma década, o projeto conta já com 34 escolas do sistema de ensino moçambicano, das quais 23 na província de Maputo, uma na de Inhambane e 10 na de Gaza, concretamente no distrito de Chibuto.

web mabuko1 13MAR20No decorrer da cerimónia, Dina Trigo de Mira, presidente da Comissão Administrativa Provisória da nossa Escola, lembrou que o projeto nasceu de um protocolo de cooperação nos domínios das bibliotecas escolares e da promoção da leitura, assinado a 3 de março de 2010 pelos governos de Portugal e de Moçambique. “Iniciamos o projeto para a disseminação da leitura e da língua portuguesa, oficialmente adotada por Moçambique”, explicou a dirigente, sublinhando que a Escola trabalhou ao longo dos 10 anos “no sentido de integrar mais instituições de ensino moçambicanas, expandindo o projeto de Maputo para outras províncias. Neste momento, estão ainda a ser criadas outras nove maletas de leitura para o distrito de Inharrime, em Inhambane”, concluiu.

Testemunho revelador da atividade do projeto “Mabuko Ya Hina” e da Oficina de Escrita Criativa, da qual saiu o livro “A menina que vivia na Nuvem”, é o de Estela Pinheiro, professora de Francês na EPM-CELP, que contou ter sido a obra resultado da ação realizada na Escola Primária Completa de Maguiguana. “Foi um trabalho desenvolvido em três fases distintas: na primeira procurei conhecer os alunos; na segunda avaliar as potencialidades e fraquezas dos alunos e, na última, executar o trabalho”, esclareceu.

Na mesma senda, Ana Albasini, coordenadora do projeto “Mabuko Ya Hina”, mostrou-se satisfeita com os resultados alcançados ao longo da década de existência do projeto. Embora admita que o caminho seja ainda longo, facto traduzido pela ideia de aumentar maletas de leitura para a província de Inhambane e a criação de 50 maletas para o Parque Nacional de Gorongosa, a coordenadora espera continuidade na evolução, sobretudo ao nível de leitura nas crianças beneficiadas. “Os alunos estão cada vez mais a intensificar o domínio e hábitos de leitura. E isso é gratificante, pois este projeto foi criado com o objetivo de promover a leitura nas escolas públicas e comunitárias moçambicanas”, concluiu Ana Albasini.

Durante o evento, os alunos da Escola Primária Completa de Maguiguana dramatizaram a história do livro "A menina que vivia na Nuvem". A obra é composta por quatro histórias concebidas pelos alunos organizados em grupos a partir de quatro elementos: uma menina, uma nuvem, uma flor e uma gaivota. No final do livro, o leitor é desafiado a escrever também a sua história.

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