

A história desenvolve-se, assim, entre o real e a fantasia, partindo de um princípio problemático o que alimenta a curiosidade e convida o leitor a fazer parte da trama, até se encantar com as aventuras e ousadias do personagem. Outro ponto condensador da obra é o vocabulário. António Cabrita combina o imaginário com expressões pouco habituais que, ao longo das 94 páginas do livro, encontram a razão para a sua existência.
A sessão do lançamento do livro foi dirigida por alunos do nono ano do ensino básico da Escola que, durante a apresentação, teceram vários comentários sobre o livro e seu autor, reafirmando sempre o seu valor literário e lexical. “Este livro foi escrito com muita criatividade porque consegue conciliar os momentos de dor e de liberdade no mesmo sujeito”, disse um dos alunos. Para outros, “É uma obra importante e com moral. Desafia à ousadia e à fé”. Por isso, “Quando li este livro, senti várias emoções. Recomendo a todos aqueles que procuram encontrar um verdadeiro estímulo para gostar da leitura”, referiram.
Para o autor, António Cabrita, a obra, escrita, segundo revelou, há mais de 20 anos, serve para nos lembrar que o mundo não está acabado. E sobre o vocabulário, tão rico quanto criativo, frisou: “A literatura serve para isso: perceber a complexidade do mundo e traduzi-la com leveza e com criatividade, usando as palavras”, disse o escritor para quem, justificando o título do livro, “O vento é uma inspiração. É o ar a pedir uma história”.
A cerimónia do lançamento, que terminou com uma sessão de autógrafos, contou com a presença de membros da Comissão Administrativa Provisória da EPM-CELP, professores, alunos, familiares e amigos do escritor.

