

Foram dois os comités em que o debate decorreu, ao longo de três dias (6, 7 e 8 de maio): a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança Histórico. O primeiro comité foi, maioritariamente, formado por alunos da Escola Portuguesa de Moçambique que assumiram o papel de delegados e representantes de países como a França, os Estados Unidos da América, a Rússia, a Alemanha, o Egito, o Níger, a Argélia, a Jordânia, a Síria, entre outros. O segundo comité foi, essencialmente, composto por alunos muito jovens que não atingiram, ainda, o nível do ensino secundário.
Na Assembleia Geral foram discutidos e debatidos dois assuntos, para os quais foram redigidas e votadas propostas de resolução: "Resolvendo problemas de instabilidade nacional na Nigéria" (nomeadamente os desafios relacionados com a segurança e a insurgência islâmica do Boko Haram) e "Resolvendo o conflito de Tigray, na Etiópia" (designadamente a destruição, os saques e bombardeamentos das estruturas civis na cidade de Tigray por parte das forças federais etíopes, milícias regionais e pelas forças armadas da Eritreia.

Ao longo dos debates, foram aprovadas e reprovadas resoluções propostas, resultantes de alianças feitas entre os diversos países. Os alunos partilharam conversas e colheram conhecimento tendo beneficiado de um encontro com o Embaixador dos Estados Unidos da América que se fez presente na qualidade de convidado especial. Este encontro foi promovido pelo aluno Jenaro Ribeiro, do 12.º ano, turma A2, que colaborou no MaMUN, com brio e grande dedicação, não apenas como representante da delegação dos Estados Unidos da América, mas, também, como coorganizador do MaMUN, sendo esta a primeira vez que a Escola Portuguesa de Moçambique participa numa conferência desta natureza e âmbito desempenhando um papel de coorganizadora. O aluno Jenaro Ribeiro foi reconhecido pelos alunos da escola anfitriã como o delegado com maior potencial para vir a tornar-se membro das Nações Unidas.
No termo dos três dias de intensa reflexão, foram atribuídos prémios e certificados aos alunos que melhor se distinguiram no desempenho das funções que lhes coube desempenhar. O prémio de melhor delegado foi atribuído à aluna da Escola Portuguesa de Moçambique, Ana Reis, da turma A1, do 10.º ano. Importa sublinhar que todos os alunos da Escola da Escola Portuguesa, que participaram no evento, o fizeram pela primeira vez, com rigor e zelo, tendo sido, recentemente, iniciados na metodologia e nas regras de debate segundo o modelo das Nações Unidas.
No termo da conferência os alunos manifestaram- se felizes, pela aprendizagem, pela partilha tendo revelado desejo de prosseguir com a experiência, no contexto do projeto.