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pass pUm pássaro gigante suspenso logo na entrada do novo refeitório, pelo portão 4, transmite, pela variedade de cores, significados diversos. É africana, de papelão e tem como base de suporte uma rede de galinheiro e asas de diferentes cores feitas com retalhos de capulanas. Ao redor, sonhos – escritos e assinados - se espelham pelo espaço. Há desejos de todo o pré-escolar expostos. Uns querem voar, conhecer a lua, outros lugares, outros desafios, como seus pais e heróis. Outros querem ser melhores guardiões das suas cidades, do mundo, como polícias, militares, ou serem bailarinos, artistas da vida e da arte. Os sonhos são diversos, mas o objetivo é único: colorir o mundo de atitudes positivas.

É essa a mensagem que procura transmitir a passarola voadora, ontem inaugurada, no recinto da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP) feita por 156 crianças das oito salas do pré-escolar por ocasião das celebrações do centenário de José Saramago e do 23.º aniversário da Escola, este ano sob o lema “Flores de todas as cores”.

A ideia da passarola voadora, de acordo com os organizadores, surge “pela sua particularidade de se alimentar de vontades, de desejos, de sonhos”, imaginários e/ou reais. Pedagogicamente, para além do estímulo do faz-de-conta (através do qual a criança desenvolve a criatividade, interage com o mundo e desenvolve física, emocional e socialmente), pretende-se, com este trabalho, transmitir às crianças a importância de darem asas à imaginação, de acreditarem na força que cada uma tem dentro de si e de sonharem, sempre”, explica a equipa.

O desafio foi realizado durante cinco dias, em contexto de sala de aulas, sempre aliando interações e muito engenho entre alunos, educadoras e auxiliares do pré-escolar. Os pais e encarregados de educação contribuíram somente com capulanas para a construção das penas e asas da passarola. “As crianças têm uma capacidade enorme de sonhar sem limites que devemos estimular, lembrando que o sonho comanda a vida e que a força do querer concretiza sonhos. E assim foi, demos asas à imaginação, unimos esforços, trabalhamos juntos em equipa e contruímos a nossa passarola africana que, alimentada com tantos sonhos bonitos, voou…”.

A passarola continua lá, suspensa, a sustentar e a alimentar sonhos desses meninos. Ninguém ainda sabe o seu destino, mas, enquanto lá estiver, continuemos todos a visitá-lo e a reconstituir os sonhos.

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