
As cinco turmas do primeiro ano do ensino básico da EPM-CELP juntaram-se, nos dias 28 e 29 de março, em atividade única descobridora dos segredos da natureza. Na visita guiada à fazenda da Escola Secundária da Casa do Gaiato, no município de Boane, os alunos aprenderam o ciclo de vida dos animais, brincaram e plantaram hortícolas enquanto na nossa Escola criaram obras de arte efémera a partir de elementos da própria natureza.
As atividades constituem o quarto momento do corrente ano letivo de desenvolvimento do projeto “Turmas Verdes” que visa responder às exigências do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, orientado para a “promoção de melhores aprendizagens indutoras do desenvolvimento de competências de nível mais elevado, assumindo a centralidade das escolas, dos seus alunos e professores, e permitindo a gestão do currículo de forma flexível e contextualizada”, tal como se lê no portal da Direção-geral da Educação.
De acordo com Zahirra Amade, professora representante do primeiro ano do ensino básico, na visita à quinta da Casa do Gaiato os alunos tiveram contacto com os animais, aprendendo sobre o “ciclo de vida das galinhas, das vacas, dos vitelos, dos cabritos e dos cordeiros” e também ajudando a semear viveiros na plantação, tarefas realçadas pela educadora tal o comprometimento e satisfação evidenciados pelos pequenos estudantes. Após a visita guiada, as turmas partilharam histórias e emoções em momentos de convívio e interação com alunos e professores daquela escola. “Foi muito interessante. Havia estudantes que queriam ficar, pois muitos deles nunca tinham tido uma experiência igual. De certeza que saíram de lá mais ricos”, garantiu Zahirra Amade, apontando os benefícios pedagógicos da iniciativa.

A ideia de “Land Art”, explica Zahirra Amade, é “aproveitar elementos que a própria natureza desperdiça, como folhas secas, penas de animais, galhos, conchas, sementes e pinhas, entre outros, para reutilizar de forma artística. Esses materiais foram recolhidos uma semana antes pelos pais e encarregados de educação e os trabalhos foram desenvolvidos com o auxílio da professora de Educação e Expressão Plástica, Brígida Nóbrega”, concluindo que “a ideia é perceber-se que podemos usar a natureza sem prejudicá-la”.
Para a efetivação dos trabalhos, os alunos das turmas foram, aleatoriamente, divididos em 20 grupos, criando equilíbrio e diversidade de ideias e aprendizagens. Para este ano letivo, garantiu a professora Zahirra Amade, estão ainda agendadas diversas atividades de contextualização curricular que visam despertar a curiosidade pelo conhecimento dos fenómenos naturais e sanar dúvidas existentes, abrindo espaço para outras formas de capitalizar saberes.
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