
Cumpridos, com sucesso, os dias da “Escola Aberta” e das sessões solenes, nos quais encarregados de educação inspiraram os seus educandos através de testemunhos de superação pessoal e profissional e se honrou os alunos que se destacaram pelo seu desempenho escolar no ano letivo de 2017/2018, as celebrações dos 19 anos da EPM-CELP ganharam outra dimensão no último sábado: alunos, professores, encarregados de educação, funcionários e amigos uniram-se pela festa-convívio ao ar livre ao ritmo de músicas e danças e ao sabor da gastronomia e brincadeiras diversas, num ambiente familiar e campal.
Com inquestionável sentido de humor e muita simplicidade, estreou o palco o grupo do pré-escolar que cantou e, através de dísticos e mensagens claras, dramatizou a problemática dos direitos da criança. Perfilados, as crianças manifestaram os seus anseios como “saúde, educação, paz, nome, nacionalidade, respeito, alimentação, habitação, amor, amizade e igualdade”, entre outros temas, segundo os letreiros exibidos. Na sequência, alinharam no palco os meninos da turma “D” do quarto ano do ensino básico, designados Tangolinos, chamando a atenção do público pela diferença, traje, estilo e dança – o tango. A solo, Thandy Fonseca, do “4.ºD”, controlou o espaço e a atenção da plateia até à entrada do trio Patrícia Ros - Filipa Rito - Joana Silva que interpretou “Tudo para dar”, da autoria de Mia Rose.
O concerto foi intimista e num ambiente quase familiar, contando com a presença na plateia de caras bem conhecidas da nossa comunidade educativa e, no palco, o “MozTango”, “Quarteto Texito Langa”, Deltino Guerreiro e o “Coro de Professores e Funcionários da EPM-CELP”. O Quarteto e o músico moçambicano Deltino exibiram as suas habilidades: um, na bateria, espalhou um afro jazz clássico e o outro, na guitarra, misturou a marrabenta com vários ritmos internacionais. O Coro de Professores e Funcionários da EPM-CELP, por sua vez, com o mesmo entusiasmo e segurança, deu “show”, interpretando cancões como “Solta-se o beijo”, da Ala dos Namorados, e “Imagine”, de John Lennon. O agrupamento fez jus aos seus dedicados dias de ensaios e só saiu do palco com a plateia já em êxtase.
O local escolhido, o recinto da Escola, proporcionou o ambiente certo para apresentações ao vivo, conversas, brincadeiras, feiras e muito magusto. No recinto, havia outro grupo de cidadãos que preparava as refeições. Para além disso, “feirou-se” bijutaria, gastronomia diversa, pinturas faciais e ensinou-se desenho e pintura, dentre outros produtos e serviços, a preços promocionais.
A castanha portuguesa foi um dos produtos mais procurados por alunos, professores, encarregados de educação e convidados de múltiplas nacionalidades, que, entre sorrisos, abraços, aplausos e cumplicidade, marcaram, a tinta indelével, mais um aniversário da EPM-CELP.