
A festa de comemoração do Dia de África abriu com o grupo de danças tradicionais do 1.º Ciclo. Os rapazes e raparigas, trajados ao ritmo quente de África, deram o mote oportuno para o início de uma jornada de exortação do continente africano e suas gentes, da sua genuinidade, generosidade e universalidade, terra capaz de acolher tudo e todos. Logo a seguir um grupo de alunos da Escola Comunitária 4 de Outubro dramatizou a história “Mar de Maputo”, de Rafo Diaz, autor que marcou presença física na festa africana.
A iniciativa partiu da Biblioteca Escolar José Craveirinha (BEJC) que, agradecida, prestou homenagem, logo a seguir, ao seu patrono, cujo aniversário de nascimento será celebrado já no próximo dia 28 de Maio. Para tanto, actuaram o grupo de percussão do 8.º ano da EPM-CELP e, depois, o grupo Maningue Teatro declamou poesia de José Craveirinha, já nas instalações da própria BEJC, «vestida» a preceito para a ocasião. Mas a homenagem a José Craveirinha não ficou por aqui e outro momento alto sucedeu, quando a Tuninha e o Coro da EPM-CELP, em conjunto, voltaram a exortar África e as suas gentes.
Incontornável na cultura moçambicana, a figura de Malangatana emergiu naturalmente no programa de comemorações do Dia de África. Para imortalizar a sua obra e mensagem, a EPM-CELP, na esteira do trabalho que vinha desenvolvendo com o Mestre, comprometeu-se, através da assinatura de um protocolo, a colaborar activamente no projecto de construção de uma biblioteca comunitária com o Centro Cultural de Matalana. O compromisso foi assinado, na presença de todos, por Dina Trigo de Mira, directora da EPM-CELP, e António Quelhas, vice-presidente do Centro Cultural de Matalana.
Em manifesto jeito de reconhecimento e agradecimento, o Grupo Coral de Matalana assinalou a assinatura do protocolo e encerrou a festa nas instalações da BEJC, entoando vários cânticos, um dos quais especificamente criado para celebrar o protocolo entre a EPM-CELP e o Centro Cultural de Matalana.
Quase ao mesmo tempo, noutro lado do recinto da EPM-CELP, os alunos do sector do Pré-Escolar também homenageavam África, de uma forma muito colectiva, simples e emocionada: todos juntos desenharam um mapa gigante de África através do alinhamento dos seus próprios corpos. Uma experiência de aprendizagem muito sensorial e emocional, com um significado do tamanho do continente africano.
A criatividade plástica foi o grande companheiro desta iniciativa, que foi “vestida” pelos docentes do Grupo Disciplinar de Educação Visual e Tecnológica, que nela depositaram muito profissionalismo, paixão e entusiasmo.
Galeria de imagens
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