Caçador guia e gestor de vida selvagem na região do Niassa, Nuno Dias apresentou uma série interessante de imagens que ilustrou aspetos quotidianos e particulares da vida de um caçador profissional. Foi interessante o facto do tema ter sido abordado de uma forma que desmistifica a caça como atividade prejudicial à biodiversidade através do abate indiscriminado de espécies animais. Foi transmitida a imagem, por vezes pouco conhecida, da caça como indústria cinegética que, ao ser realizada de forma sustentada, é um pólo de desenvolvimento em África e tem um papel fundamental na conservação e manutenção da biodiversidade e dos ecossistemas.

Das ações exercidas por este tipo de indústria destacam-se algumas de caráter social, como a construção de escolas, poços de água e abertura de estradas, entre outras, nas áreas onde as coutadas de caça estão inseridas, bem como apoio logístico e distribuição de carne pelas populações. Ficamos também a saber que uma percentagem das receitas provenientes do abate dos animais se destina às populações. Há ainda a referir o combate à caça furtiva, os censos de todas as espécies cinegéticas de área de ação e a seleção criteriosa e exigente das espécies a abater.

A palestra terminou com a entrega dos prémios aos alunos vencedores do concurso realizado no decorrer da última vista dos alunos ao Museu de História Natural de Maputo.

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