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Esta página está disponível para consulta dos artigos, que foram publicados ao longo dos 15 anos em que esteve ativa, até Julho de 2023, de modo a manter vivo o registo histórico da Instituição.
Nunca é fácil escrever uma nota fúnebre. E é sempre doloroso. Hoje é ainda mais difícil. Não há palavras que consigam expressar a dimensão da consternação e da tristeza que sentimos na hora do adeus àquela que foi, sem qualquer espécie de dúvidas, uma das melhores de nós. A nossa comunidade está incomensuravelmente mais pobre, mais triste. Está incomensuravelmente coartada na sua riqueza humana e inteletual. A Odete Sol era mais do que uma professora na nossa comunidade, e era mesmo mais do que uma amiga. Era uma pessoa de valores, ideais e era uma pessoa que encarava a sua profissão como uma missão: a missão de fazer bem, a missão de transformar para melhor, a missão de fazer brilhar, como o seu nome indica, os pequenitos que chegavam às suas mãos.
Celebrar a Francofonia pode ser já considerada uma tradição na EPM-CELP, já que desde 2016 que a data do aniversário da Organização Internacional da Francofonia (OIF), 20 de março, é assinalada na nossa escola com várias atividades em que se festeja a aprendizagem da língua francesa e se sensibilizam os alunos de francês para a importância do espaço geográfico da OIF e sua missão."Mémoclasse"- pour ne pas oublier le Français
A Down Syndrome International escolheu o mês de março e o dia 21 por fazerem alusão à alteração genética produzida pela presença de um cromossoma a mais no par 21, que caracteriza a Síndrome de Down, e ao facto de nas pessoas com esta síndrome existirem 3 exemplares (trissomia), ou seja, em todas as células do seu organismo existe um cromossoma extra.
Os resultados dos exames para a obtenção do diploma de Espanhol – DELE, realizados em novembro passado, já foram divulgados e com eles uma inequívoca constatação: 42 alunos da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP) e três de escolas e instituições de Maputo passaram nos exames. Os números representam 100 por cento dos examinados e, segundo Uriel Guerra, professor de Espanhol na nossa escola e tutor dos exames, os mesmos demonstram empenho e facilidade nos processos de aprendizagem daquela Língua, mas reitera que os alunos devem trabalhar mais a expressão e interação escrita.
“A Branca de Neve” por Paula Rego
Numa época caraterizada pelo confinamento, devido à pandemia do novo coronavírus, a Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP) celebra hoje (3 de março) o Dia Mundial da Audição, com intuito de sensibilizar a sociedade para as dificuldades que as pessoas com surdez (moderada, severa a profunda) têm em aceder à língua falada e escrita da comunidade em que vivem, o que tem reflexos ao nível da produção escrita, da linguagem, da comunicação e das aprendizagens e consequentemente na sua inclusão na sociedade e no mercado de trabalho.
A EPM-CELP através das Mãos na Ciência irá participar num projeto liderado pelo planetário – Casa da Ciência de Braga e coordenado por Henrique Cacheta. O projeto “Code Learning with astromical ideas” envolve Portugal, Moçambique e Timor Leste, sendo financiado pela União Astronómica Internacional (IAU) Office of Astronomy for Development, visando promover os objetivos de desenvolvimento sustentável nos países mencionados.
O objetivo principal desta iniciativa é desenvolver um projeto educativo inovador na área da programação e robótica e consiste na criação de um programa para ensino de programação baseado na utilização de microbits (pequenos computadores) programáveis onde os alunos irão aplicar as suas aprendizagens à exploração espacial e à astronomia. Está ainda prevista a receção de materiais educativos, tais como kits programáveis e os manuais de formação contemplando o atual contexto de ensino à distância.
O projeto envolve numa 1ª fase (até julho de 2021), a formação de professores, e posteriormente dos alunos (a partir de setembro de 2021). É importante salientar que a EPM-CELP ficará capacitada para replicar a formação junto da restante comunidade escolar (escolas estrageiras e moçambicanas).
A coordenadora do projeto Mãos na Ciência, Sónia Gama Pereira, explica a importância deste projeto na preparação dos jovens para os novos desafios da sociedade moderna: “A visão deste projeto passa pela implementação de práticas pedagógicas divertidas que incutam nos jovens competências de programação e robótica presentes nas suas vidas. O projeto promove ainda a compreensão do mundo, o desenvolvimento do raciocínio e o estímulo da criatividade.”