Nos dias de hoje, uma teoria com grande aceitação na comunidade científica propõe a existência de múltiplos universos paralelos, possivelmente acessíveis graças a passagens cósmicas, buracos negros ou outras "pontes" intergalácticas - ou, diria melhor, "interuniversais". Sim, de facto, esta teoria, profundamente enraizada na cultura popular como o eventual zénite da ficção científica - viagens no tempo e a velocidades próximas da da luz estão inclusas -, tem fundamentos nos principais pilares da física moderna, pós-Einstein. Ao invés, porém, da grande maioria das propostas mais utópicas com as quais a Ciência nos tem brindado, esta é mais bem-vista por homens da ciência do que pelo comum dos cidadãos.Utopia
Nos dias de hoje, uma teoria com grande aceitação na comunidade científica propõe a existência de múltiplos universos paralelos, possivelmente acessíveis graças a passagens cósmicas, buracos negros ou outras "pontes" intergalácticas - ou, diria melhor, "interuniversais". Sim, de facto, esta teoria, profundamente enraizada na cultura popular como o eventual zénite da ficção científica - viagens no tempo e a velocidades próximas da da luz estão inclusas -, tem fundamentos nos principais pilares da física moderna, pós-Einstein. Ao invés, porém, da grande maioria das propostas mais utópicas com as quais a Ciência nos tem brindado, esta é mais bem-vista por homens da ciência do que pelo comum dos cidadãos.


Viajar quer dizer descobrir um novo mundo, novas pessoas, novas culturas.
Acima de todos os direitos, de todas as exigências e de todos os princípios, há sempre um valor mais alto que torna os primeiros possíveis: a vida. Sem esta substância metafísica, divina e insubstituível nada faria sentido, nenhuma luta seria recompensada, nenhum direito pode ser reconhecido e nenhum benefício poderá ser exigido. Sobretudo, de que nos servirá tudo possuir se não podemos, pragmaticamente, gozar desses benefícios? De nada, dirão vocês, ao que ainda acrescento que apenas aumentará o padecimento e sofrimento, já de si insuportáveis, por mitificar as diversas outras benesses que um Homem de pleno direito possuirá, por detrás de um manto de impossibilidade e eterna distância, distância não só física mas também psicológica, da que apenas é sentida pelos amantes platónicos.